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Justiça determina afastamento cautelar do prefeito de Três Marias

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Medida foi tomada a pedido do Ministério Público de Minas Gerais, no âmbito da operação Hipócrates, que apura suspeitas de crimes contra a administração pública no município.

A Justiça determinou o afastamento cautelar do prefeito de Três Marias das funções públicas que exercia. A medida foi cumprida nesta quarta-feira, 10 de junho, em continuidade às diligências da operação Hipócrates, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

De acordo com o MPMG, a decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e também proibiu, de forma cautelar, o acesso do prefeito às dependências físicas da Prefeitura Municipal e a órgãos relacionados ao exercício das funções públicas.

A operação Hipócrates foi deflagrada na terça-feira, 9 de junho, pelo MPMG, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO), em atuação conjunta com o Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público (GEPP).

Segundo o Ministério Público, a investigação apura suspeitas de crimes de responsabilidade, fraude em licitação, lavagem de capitais, entre outros fatos ocorridos no município de Três Marias. O órgão informou que foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados, inclusive nas dependências da Prefeitura.

Ainda conforme o MPMG, as medidas judiciais foram autorizadas com o objetivo de coletar provas, interromper eventuais práticas ilícitas e aprofundar a apuração dos fatos. A investigação continua e tramita sob sigilo.

Como o caso está sob segredo de justiça, ainda não foram divulgados detalhes sobre todos os materiais apreendidos, os alvos das buscas ou as próximas etapas da apuração. Também não há, até o momento, informação oficial sobre denúncia formal ou condenação. Todos os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

O afastamento é cautelar, ou seja, ocorre durante a investigação e não representa conclusão sobre eventual responsabilidade. Novas informações devem ser divulgadas pelos órgãos competentes quando houver autorização judicial ou manifestação oficial.

Fonte:
Ministério Público de Minas Gerais; Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

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