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Curvelo inicia oferta de insulina Glargina pelo SUS para crianças, adolescentes e idosos com diabetes

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Foto: Prefeitura de Curvelo

Mudança da insulina NPH para a Glargina será gradual e dependerá de avaliação individual dos pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde de Curvelo iniciou uma nova etapa no tratamento de pessoas com diabetes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com a transição gradual da insulina NPH para a insulina Glargina. A medida segue uma estratégia nacional do Ministério da Saúde e, neste primeiro momento, contempla públicos específicos.

O início do processo no município foi apresentado na sexta-feira (25), durante um encontro no Centro de Atenção Ambulatorial Especializada (CAAE). Pacientes e familiares receberam informações sobre o novo medicamento e os cuidados necessários durante a adaptação.

A insulina Glargina é uma insulina de ação prolongada. Na maioria dos casos, pode ser administrada uma vez ao dia, em horário fixo, enquanto outros esquemas de insulinoterapia podem exigir mais aplicações.

Segundo o Ministério da Saúde, a transição está sendo realizada nacionalmente de forma gradual. A estratégia também está relacionada à necessidade de garantir a continuidade do tratamento diante das dificuldades de produção e abastecimento mundial da insulina NPH.

Quem poderá receber a nova insulina em Curvelo?

Nesta primeira etapa, estão contemplados crianças e adolescentes de 2 anos até menores de 18 anos com diabetes mellitus tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Esses são os públicos atualmente definidos pela estratégia nacional do Ministério da Saúde.

Isso não significa, entretanto, que todos os pacientes dessas faixas etárias terão a insulina substituída imediatamente.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a mudança da NPH para a Glargina não será automática. Cada paciente deverá passar por avaliação da equipe responsável pelo tratamento, que verificará os critérios clínicos e fará a prescrição quando a substituição for indicada.

Paciente não deve trocar a insulina por conta própria

A mudança de um tipo de insulina para outro exige acompanhamento profissional. Por isso, pacientes que atualmente utilizam NPH não devem interromper ou modificar o tratamento sem orientação da equipe de saúde.

O Ministério da Saúde estabelece orientações específicas para a conversão das doses. O procedimento pode variar conforme a quantidade e a frequência de NPH utilizada anteriormente, além das condições clínicas de cada paciente.

Após a mudança, também poderá ser necessário ajustar a dose de acordo com os níveis de glicemia e a resposta individual ao tratamento.

Em Curvelo, pacientes e familiares receberão orientações sobre a forma correta de aplicação da Glargina, armazenamento do medicamento, monitoramento da glicemia e cuidados durante o período de adaptação.

Qual é a diferença entre NPH e Glargina?

As duas são utilizadas para ajudar no controle da glicose no sangue, mas apresentam características diferentes.

A NPH é uma insulina de ação intermediária. Já a Glargina possui ação prolongada e busca manter uma liberação mais estável ao longo do dia.

Segundo o Ministério da Saúde, a Glargina permite, na maioria dos casos, uma aplicação diária. A estratégia nacional também considera benefícios relacionados à estabilidade da glicose e ao risco de episódios de hipoglicemia, sempre levando em consideração a avaliação clínica de cada paciente.

A incorporação da Glargina não significa que a NPH será simplesmente retirada de todos os pacientes de uma só vez. O processo será gradual e acompanhado pelas equipes do SUS.

Estratégia ocorre em todo o país

A mudança realizada em Curvelo faz parte de uma estratégia nacional iniciada pelo Ministério da Saúde em 2026.

Em julho, o Governo Federal anunciou o início da oferta nacional da insulina Glargina para os públicos inicialmente contemplados. A distribuição passou a alcançar os estados e municípios para implantação progressiva na rede pública.

O Ministério da Saúde também vem promovendo capacitação de profissionais para orientar a transição, o acompanhamento das pessoas com diabetes e a organização da dispensação do medicamento.

Em Curvelo, os pacientes que se enquadram nos critérios devem continuar acompanhando o tratamento pela rede municipal de saúde. A eventual substituição da insulina será definida pelos profissionais responsáveis, conforme avaliação individual.

Fonte:
Prefeitura de Curvelo; Secretaria Municipal de Saúde de Curvelo; Ministério da Saúde; Nota Técnica Conjunta nº 169/2026 do Ministério da Saúde; Viva Curvelo; Mega Cidade.

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