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Privatização da Copasa é concluída após operação de R$ 8,38 bilhões na B3

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Foto: Gil Leonardi/ Imprensa MG

Grupo Equatorial passa a deter 30% da companhia; Governo de Minas mantém participação de 5% e afirma que serviços e tarifas não terão mudança imediata.

O processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi concluído nesta terça-feira, 16 de junho, durante uma cerimônia realizada na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. A operação movimentou R$ 8,38 bilhões e transferiu ao setor privado ações correspondentes a 45% do capital social da empresa.

As ações foram vendidas pelo preço de R$ 49,03 cada. O Grupo Equatorial passou a controlar 30% do capital total da Copasa, após investimento de R$ 5,59 bilhões. Investidores institucionais adquiriram 10,5%, enquanto investidores de varejo ficaram com 4,5% das ações.

O Estado de Minas Gerais manteve participação de 5% na companhia e uma ação especial, conhecida como golden share. Esse instrumento garante ao governo poder de veto em determinadas decisões consideradas estratégicas. O Estado também firmou um acordo de acionistas com o Grupo Equatorial para estabelecer regras de governança e acompanhamento da empresa.

Com a mudança, a Copasa deixa de ter o Governo de Minas como acionista controlador. A companhia continua responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos municípios onde mantém contratos, incluindo Curvelo.

Segundo o Governo de Minas, o atendimento à população continua normalmente e a privatização não provoca alteração automática nas contas de água. As tarifas seguem reguladas pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais, a Arsae-MG.

Na prática, moradores de Curvelo devem continuar utilizando os mesmos canais da Copasa para solicitar serviços, informar falta de água, comunicar vazamentos, emitir segunda via de contas ou registrar reclamações. Eventuais reajustes tarifários continuam sujeitos às regras e decisões da agência reguladora.

O Governo de Minas afirma que a desestatização busca ampliar a capacidade de investimento da empresa e acelerar a expansão dos serviços de água e esgoto. A operação foi estruturada com base nas metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização do abastecimento de água e do tratamento de esgoto até o fim de 2033.

Os municípios atendidos pela companhia terão até setembro para aderir à nova configuração da Copasa, conforme informação divulgada pelo governo estadual. Os detalhes sobre como esse processo ocorrerá em cada cidade dependerão das administrações municipais e dos contratos de prestação dos serviços.

A privatização foi debatida durante a tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Parlamentares contrários à medida e representantes de trabalhadores manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre tarifas, empregos e atendimento em municípios menos rentáveis. Já o Governo de Minas sustentou que a mudança permitirá novos investimentos e maior capacidade de cumprir as metas de saneamento.

A conclusão da venda não significa que todos os efeitos ocorrerão imediatamente. As próximas etapas incluem a implementação da nova estrutura de controle, a adaptação das regras de governança e as decisões dos municípios sobre os contratos mantidos com a companhia.

Principais números da operação:

Valor movimentado: R$ 8,38 bilhões
Preço por ação: R$ 49,03
Participação do Grupo Equatorial: 30%
Investidores institucionais: 10,5%
Investidores de varejo: 4,5%
Participação mantida pelo Estado: 5%

Fonte:
g1 Minas Gerais; Agência Minas; Governo de Minas; Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico; Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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