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Operação policial é registrada na Prefeitura de Três Maria

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Reprodução: Instagram.

TJMG autorizou buscas contra o prefeito Danilo Barbosa Rezende e outros investigados; Ministério Público apura suspeitas de fraude, favorecimento e ocultação de provas.

Atualizado em 09 de junho de 2029 às 11:05 por Conecta Curvelo.

Uma operação da Polícia Civil movimentou a Prefeitura de Três Marias na manhã desta terça-feira, 9 de junho. A ação apura suspeitas relacionadas a um contrato milionário de transporte escolar rural firmado pela administração municipal. Segundo reportagens dos portais O Fator e Folha de Patrocínio, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou mandados de busca e apreensão contra o prefeito Danilo Barbosa Rezende e outros investigados.

A investigação é conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e está sob segredo de justiça. Em vídeo divulgado pelo jornalista Cláudio, da Rádio TV 87, o promotor de Justiça José Antônio confirmou que o procedimento tramita em sigilo e afirmou que as informações serão repassadas em momento oportuno. Ele também informou que não houve prisão no momento da operação.

De acordo com O Fator, a apuração envolve suspeitas de fraude em contrato de transporte escolar da Prefeitura de Três Marias, no valor de R$ 3,78 milhões, firmado com a cooperativa Viacoop. A reportagem informa que os investigadores apuram possíveis irregularidades no processo de contratação, direcionamento, favorecimento político e tentativa de ocultação de provas.

Segundo a Folha de Patrocínio, a decisão judicial autorizou buscas domiciliares e pessoais contra dezenas de pessoas físicas e jurídicas. A medida inclui a apreensão de celulares, computadores, documentos físicos, valores em espécie e registros armazenados em plataformas digitais. O material deverá ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Ainda conforme as publicações, a investigação aponta suspeitas de que a contratação teria ocorrido sem o procedimento licitatório obrigatório ou com etapas conduzidas de forma irregular para aparentar regularidade. O Ministério Público também apura se houve manipulação de procedimentos internos, vícios na formalização do contrato e atuação de agentes públicos e empresas ligadas ao setor de transporte.

As reportagens informam que um depoimento de ex-integrante do alto escalão jurídico da Prefeitura teria sido usado como um dos elementos da investigação. Segundo o relato atribuído ao ex-servidor, haveria um ambiente de irregularidades na estrutura administrativa, com suposta interferência na escolha de fornecedores e na condução de processos internos. O conteúdo segue sob apuração e ainda não há conclusão judicial sobre as responsabilidades.

O Fator informou que a ordem judicial lista como alvos o prefeito Danilo Barbosa Rezende, servidores e ex-servidores municipais, empresários do setor de transporte e empresas ligadas ao município, incluindo a cooperativa Viacoop. As diligências abrangeriam endereços residenciais, estabelecimentos comerciais e locais vinculados à estrutura da Prefeitura.

A Folha de Patrocínio publicou que o Ministério Público enquadrou os fatos investigados em diferentes tipos penais, entre eles crimes relacionados à responsabilidade de prefeito, organização criminosa, associação criminosa, fraude em licitações e contratos, contratação irregular, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação e lavagem de dinheiro. Essas são hipóteses investigativas e não significam condenação.

No vídeo divulgado pela Rádio TV 87, o promotor José Antônio evitou detalhar a operação em razão do segredo de justiça. Questionado sobre buscas e apreensões, ele manteve a informação de que o procedimento segue em sigilo. A reportagem também mostrou movimentação de policiais civis e equipamentos apreendidos no local.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre todos os materiais recolhidos, o número total de mandados cumpridos ou eventuais medidas futuras. Também não há confirmação de denúncia formal, indiciamento ou condenação de qualquer investigado.

Como a investigação está sob segredo de justiça, novas informações devem ser divulgadas apenas após manifestação oficial do Ministério Público, da Polícia Civil, da Justiça ou da Prefeitura de Três Marias. Todos os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

Fonte:
O Fator; Folha de Patrocínio; Rádio TV 87; jornalista Cláudio; Ministério Público de Minas Gerais; Polícia Civil de Minas Gerais; Prefeitura Municipal de Três Marias.

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